1 ANO DE CÍRCULO DE CULTURA!

Em maio, nosso Espaço Perifatividade Círculo de Cultura completou 1 ano de muitas atividades, parcerias com a comunidade, união, e muita luta! Em plena greve dos caminhoneiros, onde os transportes foram dificultados, tivemos uma ótima presença da quebrada nas ações realizadas durante todo dia: Feirinha Comunitária, onde as empreendedoras e empreendedores do Pq. Bristol e região trouxeram artesanatos, bebidas e comidinhas, ervas para banhos e velas, discos e livros para vender em nosso espaço, além dos artigos de nossa loja, enriquecidos com brincos e esmaltes. Além da feirinha, tivemos o debate “ECA: Medidas e práticas contra a violência infantil”, que contou com a Conselheira Tutelar do Ipiranga, Lúcia Helena e o educador da turma de MC de nosso espaço e advogado Terno Maciel. Também estreamos a nossa feijoada perifativa, feita com muito carinho pelos também perifativos Gláucia e Fábio, nas versões tradicional e vegana. Com muito carinho, tivemos a presença da vereadora Juliana Cardoso e do Professor Adriano Diogo, figuras ímpares de luta e resistência, que têm uma parceria super consolidada com o Coletivo já de muito anos. Infelizmente, por conta da greve, não tivemos a presença de Gaspar, que lançaria seu livro “O Nômade” e faria um pocket show também. Sua participação no Sarau foi adiada para julho. Em todos os meses, temos o sorteio de nossa deliciosa cerveja artesanal PERIFATIVA (Strong Golden Ale), em parceria com a Brancalhão Beer além de uma rifa também em parceria com a cervejaria para arrecadar fundos para nosso espaço. Pra nós, este momento é importantíssimo e ainda mais por saber que a quebrada está junto, participando e ocupando este espaço que é delxs também! “Se não formos nós, quem? Se não for agora, quando?” Confiram as fotos por JC.

Perifatividade na Casa de Cultura Chico Science: 6 anos em luta! Estéticas da Periferia

Nesta quinta, completando mais uma ação da semana de aniversário de 06 anos de resistência, chegamos na Casa de Cultura Chico Science, com diversas atividades que integram o programa Estética das Periferias!
Abrimos os trabalhos com as grandes parceiras Débora Garcia, Elizandra Souza, Tatá Alves, Jô Freitas e Amabile com o Sarau das Pretas – SP, sintonia perfeita de ideias!! Misturando poesia, rap e cultura popular, as meninas deram um show de poesia e militância preta e feminista!
Na primeira e aguardada mesa, MC Cacau Rocha, MC Gerinho – ambos da Liga do Funk e nosso MC Di, cria do Savério, debateram sobre Funk, opressão e resistência cultural. Cacau abriu o debate com uma fala contundente
, seguida por MC Gerinho e MC Di, cada um com um estilo diferente de Funk, mas todos passam pelo preconceito, opressão e se fortalecem na resistência e legitimidade de um ritomo de origem africana, e como o rap e o samba, oriundo das quebradas.
Na segunda mesa, um lindo encontro entre refugiados internacionais e do Brasil discutem a invisibilidade que a sociedade brasileira proporciona para as lutas Haitianas, Palestinas, Indígenas e da População em situação de rua. Marc Elie (Haiti), Hasan Zarif (Palestina), Givanildo Giva (luta indígena) e Rodrigo Jesus (Família Crack Zero – População de rua) conversaram sobre estes caminhos, e a sensação foi que é o inicio de muitas ações necessárias sobre esse tema.
Musicando nosso encerramente, nada mais legítimo que ter os Congo-Angolanos do grupo Os Escolhidos, que cantam e encantam todos com suas lindas vozes!

Agradeciemntos a todos que colaram nessa atividade em especial os Secundaristas da EE. Raul Fonseca e família Crack Zero.
Confiram as fotos por Joao Claudio De Moura Sinto

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Veja os vídeos dessa importante ação na Casa de Cultura Chico Science do Ipiranga pelo Estéticas da Periferia  2016:

Um pouco da fala de MC Cacau Rocha

Um pouco da fala de MC Gerinho:

Um pouco da fala de MC Di:

Veja uma das intervenções de Os Escolhidos (Congo e Angola) 

Aniversário Perifatividade: uma semana de ações celebrando 06 anos de resistência!

perifatividade 6 anos

Para se ter o verdadeiro respeito, pode – se rodar o mundo, mas a consideração deve vir do seu berço. Este é e sempre foi o lema do Coletivo Perifatividade, nascido e desenvolvido nas ruas, becos e vielas da periferia da zona sudeste, mais precisamente Ipiranga, carinhosamente chamado pelo grupo de “Fundão do Ipiranga”, por ser distante geográfica e principalmente social/economicamente da parte nobre da região (que fica nos arredores do famoso Museu), pelo terceiro ano presenteia sua quebrada, e toda cidade com diversas atrações de música e compromisso social. Confira a agenda cheia de atividades da semana de aniversário do Perifatividade: 6 anos resistindo!

castro alves
Quarta, 24/08, as 15:30, o Coletivo vai estar na Biblioteca Castro Alves, no Jardim Patente, realizando um Sarau-circulo de Cultura com estudantes das escolas públicas do entorno.
Local: Rua Abrahão Mussa, s/n – Jd Patente Novo

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Quinta, dia 25/08, a partir das 17hs é a vez da Casa de Cultura Chico Science receber o #Perifatividade,  que promove diversas atrações e debates:
Sarau das Pretas
* Debate “Funk: Resistência cultural e opressão” com Mcs Cacau Rocha e Gerinho  (Liga do Funk) e Mc Di.
* Debate “Refugiados de lá e daqui: como a sociedade brasileira invisibiliza a questão do refúgio internacional, as lutas da população em situação de rua e a identificação e reconhecimento indígena” com Marc Elie Pierre  (Facilitador dos Refugiados – Haiti), Hassan Zarif  (MOP@T – Movimento Palestina para tod@s – Palestina), Giva Manoel  (educador e membro do Tribunal Popular – GT indígena) , Benedito Barbosa  (Centro Gaspar Garcia de Direitos humanos) e Júlio “Choquito” (ex – morador de rua)
Show com o grupo vocal Os Escolhidos  (Congo)
Local: Av. Presidente Tancredo Neves, 1265 – Ipiranga  (próximo ao metrô Sacomã)

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– Sexta, dia 26/08, às 14hs o Coletivo Perifatividade estará na Bienal do Livro de São Paulo, fazendo um super Sarau no stand da Secretaria Municipal de educação! !
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi – Av. Olavo Fontoura, 1209, stand L010
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E domingo tem nossa grande festa de aniversário, que será realizado dia 28 de agosto, a partir das 13hs, pode esperar diversidade de ritmos: A Congada de Vovó Benedita e São Benedito abre os trabalhos do dia, mostrando a verdadeira cultura popular original da Vila Moraes; as pratas da casa do rap nacional Vinão alobrasil e Pânico Brutal, o som dos atos pela cidade Mistura Popular, além de muito reggae com Arcanjo Ras. As manas estão presentes e abrilhantam mais o evento, com Odisseia das Flores, Amanda Negrasim e Cris SNJ. Se o tempo bom não volta nunca mais, ele pode e deve ser relembrado com diversos hits que Thaide realizou e realiza em sua trajetória de mc. E nossa escola de samba de ouro, muita qualidade e postura política GRES Quilombo, fechando esta grande celebração no melhor estilo Fundão do Ipiranga!
Nas pickups, o competente DJ #Ivonverine, há 2 anos somando nesta festa!
Não deixe de colar conosco, sua presença é mais que importante!
O evento é #grátis e rola na Rua Memorial de Aires, Jd. São Savério (ao lado da E.E. Álvaro de Souza Lima)
Como chegar:
ônibus: linha 4709 – Metrô Vila Mariana / Jd. São Savério (descer no ponto final)
carro: Siga pela Av. Ricardo Jafet / Av. Bosque da Saúde / Av. do Cursino / Av. Ourives / entre na segunda à esquerda (pracinha) só seguir reto que sairá no local do evento)
“Se não formos nós, quem? Se não for agora, quando?”

Fim de semana perifativo chegando!!!

Como muitos fins de semana, este é um dos que vai ter sábado e domingo de ções perifativas!

O Coletivo de esquerda #SomosNósnaLuta, que reúne professoras/es, ativistas sociais, militantes de movimento negro, feminista e Lgbt’s e de cursinhos populares, promoverá um Sarau de Cultura Periférica neste sábado, 06 de Agosto, a partir das 16h na Sub-Sede da Apeoesp de Itaquera. Diversos artistas populares confirmaram presença, dentre eles oPoeta Sergio Vaz, da Cooperifa, a poetiza Luíza Romão, Ruivo Lopes doPerifatividade, o fotógrafo e ativista Sérgio Silva, Rocha Silva do QI Alforria, os cantores e compositores Aloysio Letra, Tita Reis e Clayton Belchior, além da turma do Jongo dos Guaianás.

Sarau Somos Nós 06 Agosto

Vamos estar também na primeira edição do Sarau 7 Jovens / Samba do Bowl, organizado pelos aprendizes da Fábrica de Cultura Brasilândia e secundaristas! Convidamos outros coletivos culturais pra engrossar nosso caldo.
Sarau da Brasa
Perifatividade

1996(Kelton) artista/
sarau poesia e música com Luiza Akimoto e
Ri$hin.
DOE UM AGASALHO: Abraço Quentinho:
Pode trazer e pode levar, roupas de frio pra esquentar nossos irmãos (as), e ainda beber um chá quente pra agradecer.
Tragam seus instrumentos para a roda de samba mais criativa de são paulo.
#Gratuito #comamor

Sarau 7 jovens Brasilandia Agosto 2016

“Sarau Perifatividade encerra o palco de saraus na Virada Cultural”

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Em nosso quarto ano de ‪#‎ViradaCultural‬, ficamos com a responsa de realizar o encerramento deste importante evento pra Cidade, contentes em ver algumas mudanças que tínhamos pautado em anos anteriores, como uma maior descentralização dos palcos, com grandes artistas nas quebradas, o que já havia ocorrido em 2015 e se intensificou este ano.
Infelizmente, ao chegar na Praça Dom José Gaspar nos deparamos com a notícia que o palco estava com 1 hora e meia de ATRASO e que só teríamos 40 minutos de apresentação. Não é o primeiro ano que isto acontece, e fica uma situação desconfortável para os coletivos que ficam mais para o fim, pois nos preparamos para 60 minutos e convidamos inclusive coletivos parceiros, que já tem o seu show e tempo montado também. Fica a dica para a próxima Virada, que sejam mais criteriosos nos horários de palco.

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A entrada, com espaço cheio, nos deixou mais felizes. Ver a galera – tanto a que nós convidamos, quanto a que ficou para prestigiar curtindo, se divertindo e percebendo que o momento era também fazer da arte um ato político, deixou todos e todas na mesma sintonia. Nos encheu de orgulho a participação dos secundas de luta Kaique Luiz e Erick Vinicius, representando ativamente a juventude que está ocupando, resistindo e orgulhando todxs nós, militantes!
JC, Ruivo Lopes, Vinão Alobrasil, Pânico Brutal, Paulo Rams, Diego Soares, Ana Fonseca (beat poesia dançada), Beto Diadema e Débora Garcia fizeram o time perifativo da poesia declamada, cantada e dançada! Sempre fechando com chave de ouro, diretamente de nossa quebrada Vila Moraes, a Congada de Vovó Benedita e São Benedito encheu os olhos, os corpos e os corações – nossos e do público participante – de alegria!
Uma pena é o tempo que nos foi cedido ser tão curto – e CORTADO – pela técnica do evento. Claro, são todxs trabalhadorxs que estavam há HORAS na labuta do palco, porém 2 minutos a mais não seria um grande peso. Enfim, não pudemos nos despedir no mic como deveria, mas RESISTIMOS e TERMINAMOS em grande estilo, mesmo sem mic e sem luz!!
Enfim, saímos muito contentes com o nosso encerramento, com a galera na mesma sintonia e todxs terminando juntxs, de corações aquecidos ao som dos tambores da Congada!
Confira as fotos por: Elaine Campos, João Claudio, Helen Clavel e Francisca Pini.

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É com muio pesar que lamentamos a passagem desta Liderança, que muito contribuiu para o desenvolvimento de nossa região… Que o Sarau Perifatividade dessa Virada Cultural com toda certeza foi dedicado a ti Sonia Maria Batista! Com um especial encerramento aos tambores da Congada de Vovó Benedita e São Benedito abençoando sua passagem que tanto lutou. Vamos ter saudades! O SARAU PERIFATIVIDADE NA VIRADA CULTURAL FOI REALIZADO EM MEMÓRIA DE SÔNIA MARIA BATISTA, GRANDE MILITANTE DO PARQUE BRISTOL, FALECIDA NA MADRUGADA DE 22/05/2016! A COMUNIDADE CHORA, MAS RESISTE!

Sônia, esteja em um bom lugar.

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Sarau Perifatividade debate desmilitarização e relembra 1 ano de Chacina da Torcida Pavilhão Nove hoje na Biblioteca!

 

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É HOJE, AS 13HS, NA BIBLIOTECA AMADEU AMARAL!
Mês de abril, o Coletivo Perifatividade, pelo Programa Veia e ventania nas bibliotecas municipais lembra a Chacina que marcou a Torcida Pavilhão Nove, @s corinthian@s e tod@s @s guerreir@s de São Paulo, que neste mês completa 1 ano!
Para conversar sobre desmilitarização das polícias, da política e da vida, convidamos Atevir, da Torcida Pavilhão Nove e Chico, do grupo Tortura Nunca Mais.
Chega com a gente para participar deste debate! É dia 23/04 às 13hs na Biblioteca Amadeu Amaral: Av do Cursino, altura do número 1100 – Jd da Saúde!
“É o Sarau do Perifa em atividade, seja bem vind@ e fique muito à vontade”
‪#‎perifatividade‬ ‪#‎luta‬ ‪#‎resistência‬ ‪#‎nãovaitergolpe‬ ‪#‎periferiascontraogolpe‬‪#‎desmilitarizaçãojá‬ ‪#‎desmilitariza‬ ‪#‎desmilitarizaçãodaspolícias‬‪#‎gavioesdafiel‬ ‪#‎pavilhãonove‬ ‪#‎pavilhaonove‬ ‪#‎torcidasorganizadas‬‪#‎torturanuncamais‬

Sarau Perifatividade lança documentario na Assoç. Nova Heliopolis

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Neste sábado, dia 02/04 às 19hs estaremos fazendo um Sarau delicioso na Associação Nova Heliopolis, com xs compas da CMP!
Vai ter muita música, poesia, luta e um caldinho delicioso! Só chegar!
A Associação Nova Heliopolis fica na Estrada das Lágrimas, 1595!
“É o Sarau do Perifa em atividade, seja bem vind@ e fique muito à vontade “

As quebradas levantam a voz: #periferiascontraogolpe

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Manifesto #PeriferiasContraOGolpe
Manifesto #PeriferiasContraOGolpe – ATUALIZADO COM ASSINATURAS
Assine aqui http://goo.gl/forms/uRO7OhHkuf

“Periferias, vielas, cortiços… Você deve estar pensando o que você tem a ver com isso”

Nós, moradoras e moradoras das periferias, que nunca dormimos enquanto o gigante acordava, estamos aqui pra mandar um salve bem sonoro aos fascistas: somos contra mais um golpe que está em curso e que nos atinge diretamente!

Nós, que não defendemos e continuamos apontando as contradições do governo petista, que nos concedeu apenas migalhas enquanto se aliou com quem nos explora. Nós, que também nos negamos a caminhar lado a lado de quem representa a Casa Grande.

Nós, periféricas e periféricos, que estamos na luta não é de hoje. Nós, que somos descendentes de Dandara e Zumbi, sobreviventes do massacre de nossos antepassados negros e indígenas, filhas e filhos do Nordeste, das mãos que construíram as grandes metrópoles e criaram os filhos dos senhores.

Nós, que estamos à margem da margem dos direitos sociais: educação, moradia, cultura, saúde.

Nós, que integramos movimentos sociais antes mesmo do nascimento de qualquer partido político na luta pelo básico: luz instalada, água encanada, rua asfaltada e criança matriculada na escola.

Nós, que enchemos laje em mutirão pra garantir nosso teto e conquistar um pedaço de chão, sem acesso à terra tomada por latifundiários e especuladores, que impedem nosso direito à moradia e destroem o meio ambiente e recursos naturais com objetivo de lucro.

Nós, que sacolejamos por três, quatro horas por dia, espremidos no vagão, busão, lotação, enfrentando grandes distâncias entre nossas casas aos centros econômicos, aos centros de lazer, aos centros do mundo.

Nós, que resistimos a cada dia com a arte da gambiarra – criatividade e solidariedade. Nós, que fazemos teatro na represa, cinema na garagem e poesia no ponto de ônibus.

Nós, que adoecemos e padecemos nos prontos-socorros e hospitais sem maca, médico, nem remédio.

Nós, que fortalecemos nossa fé em dias melhores com os irmãos na missa, no culto, no terreiro, com ou sem deus no coração, coerentes na nossa caminhança.

Nós, domésticas, agora com carteira assinada. Nós, camelôs e marreteiros, que trabalhamos sol a sol para tirar nosso sustento. Nós, trabalhadoras e trabalhadores, que continuamos com os mais baixos salários e sentimos na pele a crise econômica, o desemprego e a inflação.

Nós, que entramos nas universidades nos últimos anos, com pé na porta, cabeça erguida, orgulho no peito e perspectivas no horizonte.

Nós, que ocupamos nossas escolas sem merenda nem estrutura para ensinar e aprender. Nós, professoras e professores, que acreditamos na educação pública e não nos calamos e falamos sim de gênero, sexualidade, história africana e história indígena – ainda que tentem nos impedir.

Nós, que somos apontados como problema da sociedade, presas e presos aos 18, 16, 12 anos, como querem os deputados.

Nós, cujos direitos continuam sendo violados pelo Estado, levamos tapa do bandeirante fardado, condenados sem ser julgados, encarcerados, esquecidos, quando não assassinados – e ainda dizem: “menos um bandido”.

Nós, mulheres pretas da mais barata carne do mercado, que sofremos a violência doméstica, trabalhista, obstétrica e judicial, e choramos por filhos e filhas tombados pelo agente do Estado.

Nós, gays, lésbicas, bissexuais, travestis, homens e mulheres trans, que enfrentamos a a violência e invisibilidade, e não aceitamos que nos coloquem de volta no armário.

Nós, que não aceitamos nossa história contada por uma mídia que não nos representa e lutamos pelo direito à comunicação. Nós, que estamos construindo, com nossa voz, as próprias narrativas: poesia falada, cantada, escrita.

Nós, que sempre estivemos nas ruas, nas redes, nas Câmaras, na cola dos politiqueiros de plantão e que agora somos taxados de terroristas por causa de nossas lutas. Nós, que aprendemos a fazer até leis para continuar lutando por nossos direitos. Nós, que garantimos a duras penas o mínimo de escuta em espaços de poder, não aceitamos dar nem um passo atrás.

Nós, que somos de várias periferias, nos manifestamos contra o golpe contra o atual governo federal promovido por políticos conservadores, empresários sem compromisso com o povo e uma mídia manipuladora.

Não compactuamos com quem vai às ruas de camisa amarela com um discurso de ódio, fascista, argumentando o justo “combate à corrupção” mas motivado por interesses privados. Não compactuamos com quem defende a quebra da legalidade para beneficiar a parcela abonada da população, em troca do enfraquecimento do Estado Democrático de Direito pelo qual nós dos movimentos sociais periféricos lutamos ontem, hoje e continuaremos lutando amanhã.

Nós, que sabemos que a democracia real será efetiva apenas com a ampliação de direitos e conquistas de nosso povo preto, periférico e pobre, a partir da esquerda e de baixo pra cima.

Nós, que conquistamos só uma parte do que sonhamos e temos direito, não admitimos retrocesso. Reivindicar o respeito à soberania das urnas e a manutenção do Estado Democrático de Direito. Reivindicamos as ruas enquanto espaço de diálogo, debate e fazer político, mas nunca como território do ódio. Reivindicamos nossa liberdade de expressão, seja ela ideológica, política ou religiosa. Reivindicamos a desmilitarização das polícias, da política e da vida social. Reivindicamos o avanço das políticas públicas, dos direitos civis e sociais.

Não vai ter golpe. Não vai ter luto. Haverá luta!

Assinam este manifesto os grupos, coletivos, organizações e movimentos da sociedade civil, além de cidadãos em geral que subscreveram individualmente:

Abayomi Ateliê
Ação Educativa
Agência Mural de Jornalismo das Periferias
Agencia Popular Solano Trindade Banco Comunitario Uniao Sampaio Observatorio Popular de Direitos
Agenda Preta
Aláfia
Algodão de Fogo
Ninguém Lê
Sessão de Fatos
Aliança Negra Posse
Anomia Coletivo
Associação cultural História em Construção
Associação Cultural Literatura no Brasil
Associação de Arte e Cultura Periferia Invisível
Associação de povos e comunidades Tradicionais de matrizes africanas e Afro brasileira Katina da Silva
Associação dos Moradores do Caranguejo –
Associação Franciscana DDFP
Audácia – Q.I. Alforria
Baobá Arte e Educação
Bloco do Beco
Blog Combate Racismo Ambiental
Blog Inspiração Sustentável
Blog NegroBelchior
Bocada Forte
Brechoteca Biblioteca Popular
Casa do Menor Trabalhador-RJ
Casa Popular de Cultura de M’Boi Mirim
Cia Humbalada de Teatro
Cia Janela do Coletivo
CicloZN
CineBecos
Claudias,Eu?Negra!
Comitê Juventude e Resistência Z/S – SP
Coletivo Brincantes Urbanos
Coletivo Candeia
Coletivo Cultural Marginaliaria
Coletivo Cultural Pic Favela
Coletivo Cultural Sankofa
Coletivo de fotógrafos Lente Quente/Jornalismo UEPG
Coletivo de Negras e Negros EACH
Coletivo Eletro Tintas
Coletivo em Silêncio, Reage Artista
Coletivo Encontro de Utopias
Coletivo FABCINE
Coletivo Juventude Ativa
Coletivo literario Sarau Elo da Corrente
Coletivo Mjiba
Coletivo Muros que Gritam…
Coletivo Perifatividade
Coletivo Pretas Peri
Coletivo R.U.A.
Coletivo Tenda Literária
Coletivo Verde América
Coletivo Voz da Leste
ColetivoFilhas da Luta
Comitê Juventude e Resistência Z/S – SP
Comitê Popular de Santos pela Verdade, Memória e Justiça
Companhia Teatral Sama Elyon
Comunidade Cidadã
Correspondência Poética
DCE Novo Mané – Diretório Central dos Estudante da UTFPR – Campus Londrina
EITA AÇÃO CULTURAL
Expansão CT
Favela, uma foto por dia
FECEB RN
Fome Noise
Fórum Municipal de Trabalhadores do SUAS – Belo Horizonte
Grupo Clarianas
Grupo Clariô de Teatro
Grupo de Coco Semente Crioula
Grupo Pés Esquerdos de Teatro Feminista
Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo
Guardiões Griô
Imargem
Jornal Vozes da Vila Prudente
jornalistas livres
Juventude Politizada Parelheiros
Kilombagem
labExperimental.org
Levante Popular da Juventude
MAP (Movimento Aliança da Praça)
MASSAPEARTS
Movimento Cultural Ermelino Matarazzo
Movimento Cultural Grajau
Movimento Hip-Hop Organizado (MH2O)
Movimento Independente Mães de Maio
MQG
Núcleo de Direitos Humanos da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo
Núcleo de ensino, pesquisa e extensão Conexões de Saberes na UFMG
Núcleo Mulheres Negras
Nuraaj – núcleo de referência em atenção à adolescência e à juventude – Instituto Sedes Sapientiae
Observatório da Juventude – Zona Norte
Parceiros em Luta
Periferia em Movimento
Piratas Urbanos
Praçarau
Projeto Tipo Ubuntu
Quilombacão
Quilombação
Raiz criola
Rede Liberdade
Rede Pipa
Rede Popular de Cultura Mboi Campo Limpo
Rodas de leitura
Samantha
SAMBAQUI
São Mateus em Movimento
Sarau do Grajaú
Sarau do Pira
Sarau O que dizem os Umbigos?!
Sarau Preto
Sarauzim Mesquiteiros
Shabazz Empire
TRÓPIS iniciativas socioculturais
Uneafro Brasil

Como faço para assinar o Manifesto?

Nome de quem assina o manifesto individualmente (Militante, artista ou cidadão em geral)
Sua resposta
Nome do grupo, coletivo, movimento, organização que assina o manifesto coletivamente
Sua resposta
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Coletivo Perifatividade – A POÉTICA DOS DIREITOS HUMANOS na EMEF. GONZAGUINHA

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Depois de um mês puxado pra nós do coletivo, a primeira escolas em que concluímos a primeira fase do projeto: A poetica dos Direitos Humanos nas Escolas. Sendo a EMEF. Gonazaguinha grande parceira nossa de anos de ações, convidamos o mestre da literatura negra e divergente, direto de Salvador-BA uma de nossas grandes refêrencias em militância, Nelson MAca Maca que nos presenteou com uma grande palestra poética lançando seu livro: Gramática da Ira! O sarau que contou com a musicalização de Anderson Capue Bruno Andrade Campos nossa Rinha de Galo e Pânico Brutal. Mas não para por aí tem muita coisa ainda pra acontecer!
É o Sarau do Perifa em Atividade, Seja bem vindo e fique muito a vontade!

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É AMANHÃ – Sarau Perifatividade na Virada Cultural 2015!

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AMANHÃ as 09:00, Perifativos e perifativas estarão junt@s chegando PESADO na Praça Pedro Lessa, no Anhangabau, do ladinho da Estação São Bento, pra mais um Sarau Perifatividade na VIRADA CULTURAL 2015!

Nesta Virada Cultural, camará, quando você estiver com um poderoso microfone na mão, diante de um público que irá ouvi-lo, ser teu cúmplice, não tenha dúvida, pense nos humilhados e ofendidos desta terra, fale em defesa deles. A Virada Cultural tem só 24 horas, as violações de Direitos Humanos são cotidianas. Ou colocamos um fim nas violações de Direitos Humanos ou elas colocarão um fim na gente. Camará, de que lado você vai sambar?
Chega com nois? Seja bem vind@ e fique muito à vontade!