Primeiro Perifatividade nas Favelas de 2017: Parque Bristol

2017 é um ano que marca, como sempre, muita luta para nós perifativ@s, porém com algumas novidades: Depois de 07 anos de batalha, conquistaremos nossa primeira sede oficial, o primeiro espaço do Coletivo Perifatividade. Este espaço veio graças  à Lei de Fomento à Cultura de Periferia, uma luta gigante do Movimento Cultural das Periferias e de diversas coletividades, sancionada pelo até então prefeito Fernando Haddad em 2016.

Também neste processo, voltamos com algumas ações que realizávamos antes, e que sempre acreditamos ser fundamentais para se construir junto com a quebrada, uma sociedade mais consciente e que luta por seus direitos. Uma delas é o Perifatividade nas Favelas, que não por acaso, foi realizado no mesmo local onde fizemos nossa primeira edição (há 05 anos atrás) e no mesmo bairro onde é nosso futuro espaço.

A Favela da Paz sempre nos recebeu com os corações mais que abertos em todos os eventos que fizemos lá – e foram vários: além do Perifatividade nas Favelas, também fizemos o Cine Maloca, no Maloca Espaço Cultural, nosso aniversário de 04 anos com a presença do rapper GOG,  e o Periferias contra o Golpe. Ou seja, a Favela da Paz e o Perifatividade têm uma simbiose, uma relação íntima.

O Bar do Tião (Sebastian) foi o nosso parceiro do dia, cedendo toda a energia para o evento, que ainda contou com o set do DJ Ruivo Lopes: sim, ele também é DJ!

Além do Sarau, dominado pelas crianças como sempre acontece na Favela, tivemos a participação da MC Bruna Muniz e Jana Santis, acompanhadas do DJ BatataKilla, mandaram muito no pocket show. Nada mais justo que as manas sempre terem espaço nas ações perifativas!!

Bimestre que vem tem mais Perifatividade nas Favelas!!! Confiram as fotos por JC , Ana Fonseca e Paulo Rams

“Este projeto foi contemplado pela 1ª Edição do Programa de Fomento à Cultura da Periferia da Cidade de São Paulo.”





















Sarau Perifatividade 1º do Ano de 2017!

Nesse mês de fevereiro iniciamos os trabalhos com poetas e grupos da quebrada. A representatividade da poesia e coletivos que fazem história nesse bairro histórico chamado Ipiranga. Chegou com a gente nessa edição Tatá Brasilina e Ricardo, que tbm organizam o Sarau Ipiranga na Cena, e lançando o primeiro livro:”Marginais Plácidos” do Slam do Grito. Contamos também com a escritora Cidinha Da Silva lançando seus dois últimos livros: Canções de Amor e Dengo pela Edições Me Parió Revolução, e #Parem de no Matar. Foi nossa primeira edição do ano e a última no espaço do Telecentro. E vem aí novidades boas pra quebrada o Perifatividade a partir de Março estará com sede própria aguardem!!!! Este projeto foi contemplado pela 1ª Edição do Programa de Fomento à Cultura da Periferia da Cidade de São Paulo.

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Perifatividade na abertura no Seminario Estadual de Educação em Direitos Humanos!

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O Perifatividade abriu 2017 levando sua bandeira principal: a Educação em Direitos Humanos. Junto com nosso grande parceiro, o Instituto Paulo Freire, CONDEPE, Escola da Defensoria e outras Instituições fizemos a acolhida da abertura deste grande seminário que será realizado sábado agora, dia 18/02, na Defensoria e CONDEPE.

Após nossa abertura, seguiu a mesa formada pelo Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos, CONDEPE, Ouvidoria da Defendoria Pública, EDEPE, Ministério Público, Secretaria Estadual de Segurança Pública e Secretaria Estadual de Educação.

Após isso, o momento mais esperado por todos, que foram as falas de Margarida Genevois (Histórico da Educação em Direitos Humanos), Moacir Gadotti (Educação em Direitos Humanos: um contraponto à intolerância) e Maria Nazaré Zenaide.

Confiram as fotos por João Claudio.

Sarau Perifatividade de Dezembro + Amigo Secreto Perifativo!

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O último Sarau #Perifatividade do ano foi em clima de família. Como haviamos anunciado, nada melhor que terminar na melhor companhia d@s Noss@s do Fundão do Ipiranga.
Nesta última ação, vieram dois perifativos para lá de especiais: Amaru e Xondaro nossos mascotes #perifadogs que esbanjaram fofura por todo canto!! Mas também não deixamos de pautar a luta: o ECA e seus desdobramentos em vários âmbitos profissionais, com os manos do Lado Obscuro, Fuá do Mandamentos, e seu Chico Bezerra, lendário militante que sempre soma e muito quando cola!
Claro que os manos mandaram um som muito loko, além de Pânico BrutalVinão alobrasil e um set FODA do nosso mais novo DJ,o perifativo Ruivo Lopes, fazendo a transição do Sarau para nosso amigo secreto.
O Coletivo participou em peso (inclusive com os perifadogs), além de nossas mais que parceiras Glau Dantas, Fernanda Mithie, Débora Garcia e Helen Clavel. Acompanhe aqui o que cada um@ ganhou nesse amigo secreto, e depois – MERECIDAS FÉRIAS!!
Em fevereiro, voltamos com força total, muita luta porque será um ano difícil, mas será de muitas conquistas!!
“Se não formos nós, quem? Se não for agora, quando?

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Último Sarau Perifatividade na Biblioteca Amadeu Amaral em 2016

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Nosso último sarau na biblioteca de 2016 foi realizado no dia 26 de novembro, com a presença do grande poeta e referencia na literatura periférica Allan da Rosa, que veio lançar seu mais novo trabalho “Reza de de Mãe”, livro de contos que veio para ser uma das obras mais importante de literatura. Essa edição foi o nosso fechamento do ano no programa Veia e Ventania, um programa importantíssimo para que tenhamos mais atividades nas bibliotecas públicas de São Paulo. O programa contou com diversos saraus de periferias levando sua programação e intervindo nas atividades das bibliotecas do município através de emenda parlamentar do vereador que sempre esteve junto com a cultura Nabil Bonduki e a secretaria municipal de cultura em que a secretária Maria Do Rosario, esteve a frente nesse final de gestão do prefeito Haddad, deixamos aqui nosso agradecimento a Helena coordenadora da Biblioteca Amadeu Amaral, a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo a equipe do Sistema Municipal de Bibliotecas e a todos os grupos que lutaram com a gente para que façamos das bibliotecas um lugar vivo e muitas atividades. Nossa tarefa agora é lutar como sempre lutamos e mais ainda para continuidade do programa Veia Ventania na Bibliotecas de SP, nessa nova gestão que teremos em 2017.

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Sarau Perifatividade na Biblioteca: Outubro 2016

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No dia do professor, pouquíssimo tem a se comemorar diante de retrocessos na educação vindo a galope, orquestrados pelo presidente golpista Michel Temer e também por deputados da mesma laia. Escola sem Partido (de esquerda), Reforma do Ensino Médio e PEC 241 são alguns dos retrocessos, somados à reorganização da Educação estadual pelo governa a dor Geraldo Alckmin, privatizações e até militarização da educação por outros Estados. Tem que ter MUITO debate e MUITA luta. Por esses motivos, o Coletivo Perifatividade convidou parceiras e parceiros querid@s da luta que virou (e vira) SP e o Brasil, encabeçada pelos guerreiros estudantes de luta! A galera da Escola de Luta Raul Fonseca chegou junto para participar desta conversa, junto com o professor de sociologia (uma das áreas diretamente afetadas pela Reforma do Ensino Médio) desta escola Luiz Calvvo além dos manos do grupo DI Mandê, que tambem são professores da rede pública e estão na luta pela educação e pela cultura e resistência do Rap Nacional. O debate rendeu? Como sempre, faltou tempo para tantas ideias pesadas! Para musicar este Sarau lindo e importante, Dimandê mandou muita música de luta para aquecer nossos ouvidos e corações! Mês que vem estaremos novamente na Biblioteca Amadeu Amaral pelo Programa Veia e Ventania! Acompanhe a agenda do Perifatividade aqui na página! Confira as fotos por Joao Claudio De Moura Sinto

Sarau Perifatividade de Setembro 2016!

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O Coletivo Perifatividade realizou seu sarau mensal no dia 25 fr setembro, com as presenças super especiais do parceiro, e conterrâneo Lucas Bronzatto, que lançou o livro “Afronta Fronteiras”, além da presença do Coletivo Bichx Soltx – Homens de Saia, nossos mais que amigos do Sarau O que dizem os umbigos?, Daniel Marques e Rafael Araújo, que vieram acompanhados de Renata para falar do espetáculo “Homens de Saia”, uma voadora na homofobia, racismo e intolerância religiosa. Além de lermos o livro de Lucas, declamarmos as poesias tão fortes e contundentes, trocamos ideia de tudo que o livro e o espetáculo trazia como mensagem, fazendo nosso Sarau-Círculo de Cultura vivo! No momento da peça, fomos arrebatados por uma força gigantesca: Daniel e Rafael se transformaram em grandes Exus e Pombagiras, nossos guardiões e mensageiros, tão importantes e tão marginalizados. Um furacão em cena, a peça nos fez refletir, emocionar e se levantar ao som dos tambores e palavras de dor, de sonho e de luta. Ao final, os meninos saíram fora do Telecentro com os tambores e trouxe junto para dentro dois moradores do Bristol – candomblecistas, ficaram curiosos do som dos tambores dentro do espaço e quando viram os atores e nós os convidando, entraram e ficaram para ouvir e fazer parte! Agradecemos a todxs que colaram e puderam ver, ler, ouvir e sentir o Sarau tão grandioso como foi. Confira as fotos por: JC

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Reinauguração do Telecentro Sacomã e Hip Hop chega chegando na Casa de Cultura Chico Sciense

No último domingo, 18 o Coletivo Perifatividade, juntamente com o movimento de moradia Estrega Guia, liderado por nossa madrinha Tereza Lara, Dj Nilo, Terno Maciel e toda comunidade do Parque Bristol organizaram a reinauguração do Telecentro Sacomã que agora passa a ser chamado de Thiago Rodrigo Marcello, patrono desse espaço que foi inaugurado pela luta da comunidade. O evento contou com os grupos de Rap, Conexão Popular, Pânico Brutal, e Clã Raça Forte.

Confiram algumas fotos por João Claudio e Terno Maciel:

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Em seguida estivemos no evento da Casa de Cultura que comemorava nesse final de semana 25 anos de sua existência, com Rap que o bairro do Ipiranga tem de melhor a oferecer. Com: Sarau Perifatividade; Avante O Coletivo; Poder de Expressão; Aliados da Sul; Lado Obscuro; Mandamentos; K7assicos; Máfia Negreira E Djs Alan Morandi e Ronaldo, Grafiti com Art Tude e Nenê Surreal na Casa de Cultura Chico Science – Ipiranga!

Fotos por: João Claudio

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Meu amigo, Paulo Freire!

​Em comemoração aos 95 anos de nosso grande mestre Paulo Freire, dedicamos este lindo texto de Ruivo Lopes à todxs que lutam e acreditam em uma educação genuinamente libertadora! Resistiremos sempre e jamais deixemos de lutar!
MEU AMIGO, PAULO FREIRE!
Espero que esta carta o encontre bem!
Na última vez em que eu o ouvi, fiquei muito comovido quando o senhor disse que estava muito cansado, embora estivesse muito feliz em estar vivo e morreria feliz em ver um Brasil em seu tempo histórico cheio de marchas, mas as “marchas dos que não tem escola, marcha dos reprovados, marcha dos que querem amar e não podem, marcha dos que se recusam a uma obediência servil, marcha dos que se rebelam, marchas dos que querem ser e estão proibidos de ser…”, como o senhor disse, “as marchas são andarilhagens históricas pelo mundo”.  Já se passaram alguns anos desde aquela última vez, de lá pra cá, demos alguns passos e, devagarzinho, o mundo vem saindo do lugar. 
O senhor, como sempre, pondo-me a pensar. Como um homem que conheceu tão bem a nossa gente, que conviveu tanto com a nossa gente, que conversou tanto com a nossa gente, que pensou tanto com a nossa gente, que se dedicou a vida inteira a nossa gente, pudesse estar cansado… cansado e feliz? Afinal, é a tua gente o motivo da tua felicidade, amigo Paulo! 
É por isso que os donos do poder atentam contra a tua gente, como se fossemos uns “desabusados… destruidores da ordem”, quando na verdade afirmamos que “é preciso mesmo brigar para que se obtenha o mínimo de transformação”. O teu desejo, o teu sonho, era o de que as marchas dos “sem” acontecessem para nos afirmarmos como gente e como sociedade querendo democratizar-se.
O senhor que nos agraciou com a mais potente “Pedagogia do Oprimido”, elevou a “Educação como prática da liberdade”, e estimulou a “Ação cultural para a liberdade”, fez da “Pedagogia da autonomia” um norte, no qual “a leitura de mundo precede a leitura da palavra”, sem abrir mão da “Importância do ato de ler”, nutrindo-nos de “Pedagogia da esperança”.  Nem a perseguição, nem a prisão, nem a censura, nem o exílio o cansaram, por que então estaria cansado, quando mais precisamos da vitalidade do senhor?
Meu amigo, Paulo. Preciso contar-lhe algo surpreendente, o surgimento de um movimento novo protagonizado por jovens cheios de vitalidade e alegria em defesa da educação pública. Veja o senhor. Apesar da dilapidação da educação e do descaso com a escola pública promovidas pelas aves de rapina do neoliberalismo, estes estudantes disseram: basta! Não só disseram como também tomaram o destino da escola pelas próprias mãos. Estes estudantes secundaristas de escolas públicas de São Paulo mobilizaram-se e ocuparam as escolas estaduais contra a intransigência política e o autoritarismo mais atroz dos mandatários de plantão da Secretaria de Estado da Educação do Governo de São Paulo. Estes mandatários queriam a todo custo promover uma desorganização do sistema misto do ensino fundamental e médio na mesma unidade escolar. Além de separar os estudantes, irmãos e irmãs, amigos e amigas, em anos diferentes, estes mandatários anunciaram o fechamento de escolas e iriam aumentar ainda mais a quantidade de estudantes por sala de aula, prejudicando ainda mais o processo de aprendizagem da turma de educandos, como também de educadores que ficariam, como já acontece, pressionados entre carteiras e lousas nas salas de aula superlotadas. 
Amigo, Paulo. O senhor, depois de andarilhar com os oprimidos pela America-Latina, Europa e África, foi Secretario de Educação da cidade de São Paulo, dialogando com todo mundo disposto a falar e também a ouvir. Ninguém mais do que o senhor sabe o valor da fala do oprimido que ao falar denuncia sua opressão e ao fazê-lo conscientiza-se “da tomada de decisão de intervenção no mundo”. O senhor que como Secretário Municipal de Educação acabou com as “delegacias de ensino”, porque delegacias são de polícia e não de ensino, e criou os Núcleos de Ação Educativa, unindo prática e reflexão pedagógica com e entre educadores e educandos. O senhor ficaria feliz se pudesse estar aqui para conferir a vitalidade, a disposição, a coragem e o sorriso que só a meninice consegue nos agraciar. Esses meninos e meninas que ainda estão se fazendo gente passaram noites em salas e pátios de escolas ocupadas, organizaram-se para a limpeza, para alimentarem-se, para promover a própria segurança, realizaram assembléias, discutiram os feitos do dia e planejaram o dia seguinte, e assim “contrariam as estatísticas”, tomando para si a possibilidade de decidirem sobre o próprio futuro. 
O senhor nunca deixou que esquecêssemos que não há possibilidade de educação apartada da cultura e que não há cultura apartada da educação. Sabemos que a truculência e a ideologia da ditadura militar nunca permitiram que a escola fosse um centro cultural de aprendizagem mútua e que anos mais tarde, a truculência política impediu que nossa amiga Marilena Chauí, então Secretária Municipal de Cultura, ao teu lado, fizesse das casas de cultura da Cidade de São Paulo, espaços educativos de modo que escolas e casas de cultura complementar-se-iam tal qual Cultura e Educação devem complementar-se, emaranhar-se, de modo que o sujeito da cultura e da educação seja os educandos. 
Em uma escola ocupada e gerida pelos estudantes, prestigiei uma apresentação de teatro cujo mote era a rebelião dos trabalhadores cansados da opressão dos patrões. Vi amigos dos estudantes promovendo oficinas de estêncil, comunicação alternativa, cartazes, capoeira, música, sarau de poesia e etc. Vi pais e mães ao lado dos filhos e filhas, juntos, e não era nenhuma reunião de pais e mestres, ou seja, não havia obrigatoriedade, e sim a participação compromissada tão desejada da comunidade na vida escolar. Vi professores e professoras dialogando em profunda comunhão, chamando os estudantes pelo primeiro nome e sendo chamados pelo primeiro nome, aprendendo juntos a conviver fraternamente como sempre desejamos. Vi pessoas doando livros, mantimentos, produtos de limpeza e etc., como demonstração de apoio aos estudantes. Vi pessoas dispostas a dialogar com os estudantes sobre consenso, organização, feminismo, negritude, direitos lgbt, direitos humanos, educação popular e etc. Vi pessoas disposta a ajudar de qualquer forma, a ouvir o que os estudantes tinham a dizer e simplesmente estar ali, solidarizando-se. E numa das escolas ocupadas, vi no pátio, bem ao fundo e no alto, o teu retrato mais bonito, como se estivesse olhando a e por todos nós, testemunhando o movimento da história e feliz por estar presente. Posso imaginar o senhor sentado ali, junto com os estudantes, muito a vontade entre a tua gente, trocando histórias com eles como se estivesse ao pé de uma mangueira. 
A cegueira e a surdez política dos mandatários burocratizados do Estado enchem os brutos de orgulho muito mais do que bom senso. É espantoso como um aparato tão poderoso da educação pode ser manipulado por mandatários inescrupulosos e belicosos que, sem nenhuma vergonha, declaram “guerra” ao bem mais preciso da educação que é os estudantes, sujeitos da educação, sem os quais a Secretaria de Estado da Educação não passa de uma ostra moribunda, ensimesmada, destinada a prisão ao próprio casco. O Estado declarou “guerra” aos estudantes por estes recolocarem na ordem do dia a educação pública. Na ausência de dialogo, o Estado respondeu declarando a mais bestial “guerra” suja!
Amigo, Paulo. Os estudantes tomaram as ruas da Cidade para buscar dialogo com cidadão e cidadãs ainda penetráveis pela sensibilidade necessária que nos irmana a todos. As polícias agiram como os mais ferozes, sedentos e bestializados cães raivosos a serviço dos poderosos. Contra a imposição da desorganização escolar, os estudantes respondem com a afirmação de que “não tem arrego”!
Como o senhor bem disse, “é preciso ir além da passividade com uma postura rebelde e criticamente transformadora do mundo”. Estes estudantes ainda pouco o conhecem, mas o senhor ficaria feliz em conhecê-los.
Estes estudantes escreveram aquilo que pode vir a ser os novos rumos da educação pública. Nem eles, nem a sala de aula, nem as escolas que foram ocupadas serão as mesmas. Como o senhor, eu também estou feliz por testemunhar a vitalidade da história, que não está determinada, mas que ainda está por se fazer. 
Mando notícias em breve!
Abraço do amigo de sempre,
Ruivo Lopes
P.S. 1: permita-me pelo profundo respeito e admiração o chame nesta carta carinhosamente de “senhor”.

Acompanhe a programação especial de aniversário do grande mestre aqui

Coletivo Perifatividade nos CEU’S HELIÓPOLIS E PQ. BRISTOL em SETEMBRO!

Sarau Perifatividade no CEU Heliópolis

Na sexta- feira, 02 de setembro realizamos mais um sarau no CEU HELIÓPOLIS, (Prof.ª Arlete Persoli), com os estudantes do EJA da EMEF Campos Sales, a convite da gestão que integrou uma gama de ações voltada aos Direitos Humanos durante a semana.dsc_0002

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Perifatividade no Festival das Artes – CEU Pq. Bristol!

Na sexta, 09 de setembro, o Coletivo Perifatividade participou do 1º Festival das Artes do Ceu Pq Bristol. Este palco, praticamente um berço para nós, recebeu diversos artistas e grupos desde quinta e durante o final de semana. Música, teatro, dança, literatura, Sarau e outras atividades fizeram parte da programação do Festival, e nós, orgulhosamente, estávamos lá, juntamente com Yadah Shabaz, Trio de cordas do Instituto Baccarelli, Dança Tribal Fusion, Coletivo Vibesound – Música Eletrônica da Cidade Tiradentes e Banda Veracidade da nossa querida amiga Daniela Bontempi! Confira tudo que rolou na sexta-feira, nas fotos de JC!

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